
Bafomé
Bafomé · Ídolo de cabeça de bode — Símbolo do ocultismo e da conspiração
Nome do ídolo que os Templários foram acusados de adorar em seus processos (1307–1314). A forma original era vaga, mas o ocultista francês Éliphas Lévi codificou no século XIX uma figura hermafrodita com cabeça de bode, seios femininos, asas de morcego e pentagrama na fronte — imagem que se tornou padrão. Símbolo emblemático da magia negra e da conspiração oculta.
Origem
Provavelmente uma deformação francesa de 'Mahomet' (o Profeta Maomé) — nome forjado pelo medo dos ídolos orientais no tempo das Cruzadas. Tornou-se infame quando Filipe IV da França destruiu os Templários em 1307, extraindo sob tortura confissões de que adoravam Bafomé. A ilustração de Lévi (1856) é o protótipo de todas as imagens modernas.
Características
- Figura hermafrodita com cabeça de bode e corpo humano
- Pentagrama (invertido) na fronte
- Dois dedos apontando para cima e para baixo — 'Como em cima, assim embaixo'
- Asas de morcego e tocha
Histórias
Usado como símbolo de ordens esotéricas (notavelmente a Igreja de Satã). Na teoria conspiratória e na lenda urbana, invocado como sinal de sociedades secretas e poder oculto. Também imagem filosófica do equilíbrio hermético e alquímico — masculino-feminino, em cima-embaixo.